Marta S. Garcia
artista sonora, compositora e produtora musical.

Nascida em Barcelona e atualmente radicada no Fundão, Portugal. O seu trabalho cruza música electrónica, instrumentação orgânica, performance e criação para teatro e imagem, explorando o som como espaço sensorial e narrativo.

Formação

Desenvolveu estudos em Formação Musical em Barcelona (Conservatori de música de Liceu), onde aprendeu piano e saxofone clássico. Depois teclados, workstation, saxofone e jazz em Caldes de Montbui ( Tot Música) e em Barcelona, aprofundando a improvisação e a linguagem contemporânea. Realizou um curso de DJ e Produção Musical na escola Microfusa (Barcelona), consolidando a sua prática em electrónica, manipulação sonora, DAWs e criação digital. Frequentou também cursos complementares em dança urbana e contemporânea, atendimento e relações públicas, mantendo prática contínua em software de produção musical, síntese sonora analógica, digital e híbrida e um toque de produção audiovisual.

Percurso artístico

Iniciou a atividade musical aos 12 anos, como teclista e saxofonista em eventos e festas populares. Desde cedo desenvolveu montagens musicais e sonoplastia para exibições coreográficas, desfiles e espetáculos como Teatre de Somnis, Huruma e Dafnes, explorando a relação entre som, corpo e espaço cénico.

Em Barcelona, integrou colectivos de dança e teatro, participou na organização dos “Encuentros Artísticos” na Catalunha Central, e atuou como DJ em Barcelona e Sevilha. Em Madrid e Barcelona também esteve envolvida como anfitriã e relações públicas em eventos e feiras em espaços como o Fórum, Gran via II e IFEMA.

Em Portugal, esteve como DJ no Double Tree by Hilton Lisbon (Fontana Park), integrou o colectivo de música electrónica improvisada Desterronics, atuando no Festival Jardins Sonoros, no Jardim da Estrela (Lisboa). Actuou no festival PiknikBeat com Maria Chorão (voz) e Moai_music, e participou no desafio criativo de 12 horas, centrado na criação sonora em tempo real.

Colaborou em álbuns de  coletâneas internacionais como All things converge e Further Futures. Também lançou dois álbuns , Imago, em parceria com Moai_music creando Stellar stream e M, criação a solo baixo o nome  Mindfullmess.

Criou e compôs a peça multidisciplinar Nebulosa, apresentada no Gardunha Fest (festival internacional de cinema paranormal) — uma obra que integrou música ao vivo, imagem, teatro e luz, desenvolvida em colaboração com Luís Batista (imagem), David Bofill (luz), Samuel Querido (actor e escritor) e Rúben Páscoa na música.

No Picadeiro Open Sounds a parte de estar na produção do evento e mentora do workshop de produção musical, apresentou uma performance imersiva na Capela de São Sebastião, com mapping visual exclusivo da VJ Astronauta Mecanico, integrando projecção arquitectónica e electrónica ao vivo.

Apresentou um concerto no Village Underground com o coletivo Liquid Sky Artist Collective.

Realizou também uma instalação audiovisual “site specific” no Carvalhal Formoso (Belmonte), explorando o feminino, o território, a memória e a paisagem (Concerto para uma fonte).

Entretanto, integra a Incubadora de Música do Fundão (inserir a parte final com setas).